Mônaco: uma cidade elegante e com vários pontos turísticos charmosos para se ver

Seguimos para a estação de trem e logo estávamos passeando em Monte Cario. Este lugar sempre foi especial para mim, por ser um aficionado de Fórmula l. Como ali acontece uma das provas mais tradicionais e charmosas desse esporte, sempre quis conhecê-lo. Se fosse possível ver a corrida ao vivo, deixaria de ser uma simples vontade de ver um lugar famoso e passaria à realização de um sonho, no entanto, apenas estar ali já me deixava bastante feliz.

Fomos direto ao píer. A cidade já é elegante por si só, porém, ao ver aqueles iates, um mais ostensivo do que o outro fiquei fascinado. Eu me senti rico só por estar pisando no mesmo lugar que aquelas pessoas tão abastadas. Quase dava para entender por que os milionários são tão esnobes. Ate eu olhava com desdém para um carro que fosse mais velho… Seria isso uma doença irremediável? Ser rico era o mesmo que ser metido? No fim,

Percebi que estava apenas imitando a imagem que chega a nós, “pobres mortais”. Na verdade, o modo de agir varia com o caráter e a personalidade de cada um.

Andamos mais um pouco e logo surgiu uma das principais atrações de Mônaco. Raquel não entendeu, mas eu fiquei totalmente absorto.

– Mas só há um túnel à nossa frente! – Raquel exclamou, com cara espantada.

– Este não é um túnel qualquer. É o mesmo por que Nelson Piquet, Ayrton Senna e Niki Lauda passam a… sei lá!… talvez 200 quilômetros por hora – respondi, demonstrando minha emoção.

Depois, continuei:

– Raquel, faça-me um favor. Vejo-a do outro lado do túnel, está bem?

Saí curtindo aquele lugar com cara de bobo. Era como se fizesse o trajeto inverso dos carros. Em determinado ponto, parei e acreditei ser ali o lugar exato onde a câmera de TV fica posicionada durante a corrida, pois a imagem que via era igual à da minha memória. Cheguei ao ponto de virar o rosto como se acompanhasse o carro. Era fantástico saber que no ano segui; assistiria novamente à corrida, porém, a vontade de “querer conhecer” daria lugar ao “estive ali”. Foi muito boa a sensação de realização que eu sentia…

Ao sair do túnel, Raquel me esperava sentada no meio-fio, de cara emburrada.

– E aí? Já voltou do túnel do tempo?

– Infelizmente, sim. Esses raros momentos são mágicos e normalmente breves. Quem me dera se pudesse curti-los mais vezes… – retruquei, sério e, sem me importar com ela, continuei caminhando.

Dali, fomos à praia. Procurei ver alguém famoso, principalmente alguma mulher com seios à mostra, para dar uma de paparazzo, fotografá-la e vender a um jornal sensacionalista. Por que não?

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