Ventoux: a mais alta montanha da Provença, suas estradas são um dos marcos do Tour de France

O monte Ventoux é a montanha mais alta da Provença, região francesa que foi uma das primeiras províncias do império romano. Seu reluzente e inigualável cume de xisto branco, muitas vezes confundido com neve, pode ser avistado de toda a região e é conhecido localmente como “O Gigante da Provença”. Possui um observatório a que se pode chegar por três estradas, que são um dos marcos da prova ciclística Tour de France.

O melhor ponto de partida para a subida é a cidade mercantil de Carpentras, antiga capital do condado de Venaissin, um enclave católico. A rota setentrional passa por Malucène e a merídional por Sault, capital regional da alfazema.

Apesar de espetaculares, as vistas são muitas vezes distorcidas pela refração da luz no calor do verão. Ao sul estão as montanhas Lubéron e Sainte-Victoire – esta retratada por Paul Cézanne em suas pinturas –e a lagoa Étang de Berre, no Mediterrâneo, próxima a Marselha. A oeste se encontram as Dentelles de Montmirail e a Plan de Dieu, a “planície de Deus”, de onde vêm os melhores vinhos provençais: o Vacqueyras e o Gigondas. A leste estão os Alpes, que nunca deixam a desejar quando se trata de belas vistas.

Ventoux também possui uma maravilha natural que não pode ser vista. O nome da montanha deriva das palavras francesas vent (vento) e tout (todo): “todos os ventos”. O mais importante dos 32 ventos que sopram na Provença é o mistral, o devastador vento do norte que ruge pelo vale do Ródano. Seu nome em provençal é Lou Mistrau, “O Mestre”.

Muito antes de os gregos e os romanos chegarem a essa parte do mundo, o mistral era adorado como um deus por celtas e lígures. O monte Ventoux é a montanha mais alta da Provença. Seu reluzente e inigualável cume de xisto branco, muitas vezes confundido com neve, pode ser visto de toda a região. Suas estradas são um dos marcos do Tour de France.

Foi encontrado um templo no monte Ventoux onde os membros das tribos invocavam o vento com trombetas de barro, que depois destruíam, se dispersando em pânico quando o vento chegava.

Os contrafortes do Ventoux são cruzados por trilhas que atravessam florestas de cedros-do-libano, carvalhos e pinheiros, e abrigam muflões, javalis e 104 espécies de aves, dentre as quais o papa-figos, a águia-de-bonelli e a águia-cobreira.

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