Conheça Innsbruck, uma cidadezinha que vai fazer você se sentir em um conto de fadas

Quando cheguei a Innsbruck, já passavam das 15 horas. Desde a conversa com as escocesas em Mônaco estava curioso para saber se realmente conseguiria realizar um dos grandes sonhos da minha vida, ver a neve. No fundo, estava um pouco descrente, como se fosse bom demais para ser verdade.

Jamais imaginei, mesmo antes de sair do Brasil, que essa vontade tão antiga pudesse ser atendida nessa minha empreitada pela Europa e, por isso, nunca a coloquei como objetivo ou meta, porque afinal era verão. Procurei direto o Tourist Information e ali obtive a confirmação de que havia neves eternas próximo à cidade. Marquei o transporte e o horário e saí feliz da vida, à procura de um albergue.

Depois, fui passear nessa cidade austríaca, enquanto ainda havia um pouco de luminosidade, pois o dia estava bastante nublado, quase chovendo. Eu estava no centro, onde há uma praça com o Pilar de Santa Ana e, ao fundo, havia apenas nuvens. Imaginei que, num dia de sol, a paisagem deveria ser belíssima, já que os postais mostravam, daquele exato local onde me encontrava, os Alpes nevados. Naquele momento, fiquei frustrado por não ter tal oportunidade. A montanha cheia de neve sempre fora um marco extremamente imponente, tornando a vista espetacular. Que pena!

Continuei caminhando e como havia uma separação entre a cidade nova e a antiga, optei pela parte mais velha e, definitivamente, não me arrependi. As ruazinhas pareciam ser de contos de fada. Sobre a porra de cada casinha havia desenhos ou frases escritas com ferro batido, criando um ar de fantasia. A cada esquina, parecia que os desenhos dessas “obras de arte” de metal tornavam-se mais caprichados, dando a impressão de que encontraria um duende ou algo assim.

O ponto máximo aconteceu quando me aproximei das principais atrações da cidade, o Telhado Dourado. Adorei aquilo e esforcei-me para fotografá-lo. Segundo andar, tive de subir no prédio ao lado para ficar a mesma altura. Também fotografei mais de cima e de baixo, de todos os modos possíveis, porém o tempo não ajudava. Estava muito escuro e, para obter um bom resultado, seria preciso utilizar um tripé. Fiz o que pude.

Depois, continuei passeando. De repente, me deparei com uma linda imagem. Não era uma atração turística. Era apenas um camelo que vendia frutas, com vestes surradas e uma boina verde. Aquele vendedor de rua deixou-me impressionado não só por sua figura exótica, mas também pela beleza e qualidade das frutas. Não pude resistir. Além de tirar algumas fotos, comprei um pacotinho de cerejas, aquelas de verdade, com cabinho e tudo.

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